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‘Este meu filho estava morto e reviveu; tinha se perdido e foi achado.’ (Lc. 15,

24)

Essa foi a justificativa que o pai deu para o filho mais velho, irado e

inconformado com o tratamento que o pai reservava para o filho caçula, pródigo em

usufruir da bondade do pai, gastando de forma indevida os bens que lhe foi dado. Tal

justificativa não era necessária, pois os bens pertenciam ao pai e ele era livre para

poder dispor com lhe interessasse.

O pai quer aqui demonstrar que toda riqueza que ele tem, gira em torno do

benefício de cada filho que se coloca como necessitado de seu socorro. Aquele

momento era de festa, não havia lugar para mesquinharia. Barulho de música, passos

de dança, gritos de alegria e, acima de tudo, o cordeiro imolado sobre a mesa; era

sinal de reconciliação. Ao empregado que o patrão negava que saciasse a fome com

a lavagem dos porcos que ele cuidava, o pai agora lhe dá o direito de aproximar da

mesa familiar, onde o cordeiro era símbolo comunhão.

Tudo começa com um ritual pré-sacramental, ainda no caminho de volta,

manifestado no olhar carregado de amor compaixão do Pai, alongado naquele abraço

acolhedor, traduzido em segurança e carícia num beijo que cobre a multidão de seus

erros. Roupa, sandálias e anel, sinal de restauração de sua originalidade, tem agora

no altar onde o cordeiro se encontra imolado, pronto para a ceia, a concretização do

sacramento.

Meu irmão, há dezenove anos essa passagem da parábola do filho pródigo

tem inspirado e fundamentado o anúncio do evangelho que o Pai do céu confiou

à Comunidade Católica Reviver. Jesus é o olhar misericordioso do pai sobre o

homem desfigurado pelo pecado; é o caminho, pelo qual Ele conduz o filho que está

perdido nas estradas e ruelas do mundo. Jesus é o abraço acolhedor de Deus e

fundamentalmente o Cordeiro de Deus imolado no altar da cruz, sinal de seu Amor por

cada um de nós.

O Cordeiro já está imolado sobre a cruz-altar, Deus só espera que você entre

para a festa começar. Não demore a se decidir, não retarde sua felicidade, não

demore a buscar a cura para suas feridas, nem alongue sua fome. Venha, venha

depressa, participar do banquete da alegria, alegria daqueles que entenderam que

foram remidos pelo sangue do Cordeiro imolado!

Vitório Evangelista Chaves