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Eleitos pelo amor, vamos em missão propagar a salvação em Jesus!

A liturgia da Palavra neste domingo (18/06), nos apresenta de maneira profunda como se dá o agir de Deus para nossa salvação.

Deixemo-nos inspirar pelo Evangelho segundo Mateus 9, 36-10,8 e para compreensão a nossa edificação vamos refletir sobre alguns versículos. Logo no início, assim nos diz o evangelista: “vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” (36). O Senhor se compadece, ou seja, do fundo de suas entranhas, no seio de sua essência amorosa se move em direção a multidão, se aproxima de sua realidade, busca assumir o que ela sente e sofre mediante tão grande sofrimento.

Quem é essa multidão, como podemos defini-la? Trata-se de todos nós, inclusive os discípulos foram provenientes dessa mesma condição. A humanidade desde quando desobedece a Deus no Éden, vive cansada e sobrecarregada pelo peso do pecado. O que cansa, de forma especial os filhos de Deus, não são apenas as lidas dos dias, mas, sobretudo, o afastamento do Senhor.

Quando o texto fala essas duas palavras: cansadas e abatidas, temos que compreendê-las dentro da cultura bíblica. O cansaço referido, tem na tradução original do grego o significado de aflição. Porém, não era uma realidade momentânea e sim de frustração permanente. Se olharmos o sentido do descanso no sétimo dia, no Sabaht Santo, ele quer ensinar nossa consciência sobre a importância de ordenamento da vida pelo encontro íntimo com Deus, senão, caímos em um automatismo que nos deteriora, nos faz esquecer que nossa paz, nosso repouso é o Senhor.

Por razões do cansaço ter se tornado um modelo de vida, a multidão era como ovelhas abatidas. O que biblicamente podemos considerar, é que a multidão era como aquelas ovelhas que por falta de pastoreio se lançam ao chão, desistiam de viver, se prostravam diante do sofrimento. Ao contemplar essa condição humana, que estava o inverso do plano da Trindade Santa, Jesus toma sobre si todo cansaço e abatimento. O peso do pecado que desgastava continuamente os homens, caiu sobre Ele. A exaustão pelo afastamento de Deus, é recebida por Jesus na flagelação e paixão de cruz.

Nós só superamos o cansaço pleno e somos soerguidos do chão através da experiência com o sangue derramado na cruz do Senhor. É o sangue de Cristo que atinge a raiz do cansaço e reaproxima cada um de nós da Trindade, nos põe de pé diante dela, com dignidade de filhos de Deus.

Um aspecto que salta aos nossos olhos é que o ambiente de fundo do agir de Jesus é o amor apaixonado de Deus pelos homens, amor infinito, por amor de gratuidade. E, se hoje nós nos encontramos cansados e abatidos, o que precisamos é de abertura ao agir de Deus. De qual forma a Trindade age em nosso tempo? Através de seus discípulos, por meio da Igreja. Como fez com os primeiros seguidores, o Senhor não chama e envia um grupo de privilegiados, de especialistas nas ciências humanas, e sim pessoas que aceitaram se desapegar de si mesmos e serem lançados, enviados para trazer-nos a graça da salvação.

Essa responsabilidade do envio, é de todos nós, por isso o grupo dos discípulos é formado por doze homens, pois, quer representar a totalidade dos homens. Somos chamados para junto de Jesus, para por Ele, sermos reconciliados com Deus e enviados para dar a nossa vida para a multidão que nos circunda. Um último ponto que deve chamar nossa atenção é o fato de Jesus nos ensinar a pedir algo a Trindade que já sabe que do precisamos. Se Deus já conhece nossa necessidade, porque não envia os operários independente de nossas súplicas? O termo enviar, no grego quer dizer jogar para fora, deixar-se lançar, e isso pressupõe correspondência amorosa entre Deus e os homens.

O Senhor toma a iniciativa de eleger gratuitamente, é d’Ele a iniciativa em estabelecer um relacionamento pessoal com o homem. E, quando o chama, o faz amando, mesmo que este esteja numa vida de cansaço e abatimento. E ao reinserí-lo na vida de Deus, na intimidade com a Trindade, impulsiona para que tendo recebido tudo de graça, possa dá tudo gratuitamente, em especial que a pessoa eleita, possa se dá, que se torne canal e instrumento do amor condescendente de Deus.

Que a experiência do amor de Jesus por nós, nos torne capaz de difundir a caridade Divina. Que possamos sair de nós mesmos e irmos em missão. Que sejamos nós hoje os pastores para a multidão que cansada e abatida pelo distanciamento de Deus se apresenta diante de nossos olhos. Podem ter membros dessa multidão em nossas casas, em nossas comunidades, em nosso círculo social, esperando que como Igreja, mas também individualmente, possamos assumir a graça de sermos enviados em nome de Jesus para torná-lo conhecido e amado pelas nossas palavras, e em especial por nossas obras.

Texto: Emerson Alves

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