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Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Jesus foi preso no jardim das Oliveiras pelos soldados do templo numa noite de quinta-feira e conduzido pelos soldados ao palácio do sumo sacerdote, onde foi torturado e insultado durante toda a noite. Na manhã de sexta-feira foi apresentado diante de um conselho de notáveis, formado por anciãos do povo, sumo sacerdotes e doutores da Lei. Os membros do Conselho interrogaram-no e procuraram definir a sua culpa. Quando acharam que já tinham os dados necessários, fizeram-No comparecer diante do procurador romano Pôncio Pilatos. Este não ficou convencido da Sua culpa, tentou, de várias formas, liberta-Lo, mas, pressionado pelos dirigentes judeus, acabou por ceder e decretar a Sua condenação à morte na cruz.

O cortejo com os condenados (havia mais dois, além de Jesus) saiu do palácio de Pôncio Pilatos e dirigiu-se, através das ruas para o local das execuções, que era um lugar de passagem para os que entravam e saíam da cidade. Dessa forma, todos os que passavam por ali podiam ver o que acontecia a quem afrontava o poder romano. Jesus, como os outros condenados, levava às costas a cruz para sua crucificação. Não demoraram para chegar ao Gólgota, o calvário, lugar das execuções de Jerusalém. Procedeu-se então à crucifixão dos condenados. Despiram-nos, para lhes retirar a dignidade. Depois, os soldados deitaram sortes para ver quem ficava com as suas vestes. Pregaram Jesus e os outros dois na cruz. Na parte superior da cruz de Jesus havia um letreiro identificando o motivo da sua condenação: Este é o rei dos judeus.

É o final da caminhada terrena de Jesus: a humanidade presenciava os últimos momentos de uma vida dedicada ao serviço da construção do Reino de Deus. As bases do Reino já estão lançadas e Jesus é apresentado como o Rei que preside um estranho Reino cujas diretrizes não foram desenhadas pelos homens, mas por Deus. Jesus é Rei dos judeus. Esse foi o motivo de sua condenação e morte de forma humilhante, na cruz. Não está sentado num trono real, mas pendurado numa cruz; não aparece rodeado de súditos fiéis que O aclamam, O bajulam, mas de gente medíocre e agressiva que o insulta e humilha; não exerce autoridade sobre milhões de pessoas, mas está indefeso, abandonado por todos, condenado a uma morte ultrajante; não está vestido com as mais finas roupas, mas está nu, pois até as suas pobres vestes de camponês lhe foram tiradas; não tem na cabeça uma coroa de ouro e pedras preciosas, mas uma coroa de espinhos que os soldados o obrigaram a levar como supremo insulto. Não há, neste momento, qualquer sinal que identifique Jesus com poder, com autoridade, com realeza terrena. Contudo, a inscrição da cruz – irônica aos olhos dos homens – O descreve com precisão na perspectiva de Deus: Ele é o Rei que preside, do alto daquela cruz, um Reino diferente dos reinos humanos, um Reino desenhado por Deus e coerente com Seus valores.

Jesus havia anunciado este Reino durante sua trajetória de vida pública, com gestos de misericórdia que trouxeram uma nova esperança ao coração dos pobres, dos excluídos, dos sem voz, dos abandonados da sociedade e da religião. Havia anunciado um mundo governado pelo amor sem fronteiras, pelo serviço simples e humilde, pelo dom de si próprio, um mundo onde os pobres, os sofredores terão sempre lugar à mesa abundante de Deus; onde os mais importantes não são os que têm cargos de autoridade, mas sim aqueles que estão sempre disponíveis para servirem aos irmãos mais frágeis; onde a força do amor substitui a força da violência e das armas; onde o perdão fala sempre mais alto do que rancor e o ódio. Isso tudo está ali presente e bem evidente naquela cruz erguida numa pequena colina fora das muralhas de Jerusalém; naquele homem que oferece toda a sua vida por amor, que morre pedindo perdão para os seus assassinos, que se deixa matar para libertar os seus irmãos prisioneiros do pecado, da maldade e da morte. A morte de Jesus na cruz é a lição suprema através da qual Ele explica ao mundo e aos homens o que é o Reino que preside, o que ele significa e o que ele exige.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dalva Pereira Silva Soares

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