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Domingo da Epifania do Senhor

                                                                       …Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo…Mt 2,2

A liturgia de hoje leva o cristão a celebrar a Epifania do Senhor, ou seja, a manifestação de Deus aos povos de todo o mundo. Ele se manifesta através do Seu filho Jesus para toda a humanidade. O Menino do presépio é uma luz que se acende na noite do mundo e atrai para si todos os povos da terra. Esta luz entrou na história e iluminou os caminhos dos homens, reconduziu-os ao encontro da presença salvadora de Deus.

O profeta Isaias já vislumbrava esta luz muitos anos antes do nascimento do Menino, numa época de reconstrução do templo, destruído pelo ódio, pela ganância e pelo sentimento de dominação dos poderosos.  A Jerusalém que se encontrava às escuras, nas trevas, se via agora iluminada pela esperança, pela presença de Deus na reconstrução da cidade, do templo e da fé daqueles antes dominados pela desesperança e pelo medo.  Nesta nova Jerusalém reconstruída, habitarão todos os filhos de Deus; chegarão nela pessoas vindas de toda as partes do mundo. Os filhos que haviam se desviado do caminho serão acolhidos por aqueles que perseveraram na fé e, todos juntos, sem distinção, adorarão ao Pai, com uma alegria nunca vista. É o reconhecimento da glória do Senhor, cantada no salmo “as nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor”.

No Evangelho, Mateus reafirma a manifestação de Deus, a sua Epifania, da mesma forma que o profeta Isaias já havia feito anteriormente. Ele anuncia uma luz no meio das trevas. Agora as trevas têm nome: Herodes e suas ações. As maldades que esse tirano espalha são simbolizadas pelas nuvens escuras que envolvem a terra. Nascer naquela época, como também o é, para muitos, nos dias de hoje, era nascer sem esperança de um futuro de amor e de união entre as pessoas. Muitos nascituros naquela época como de nos dias de hoje, não vislumbravam sobreviver nem na primeira infância. Naquela época pelo ódio e sede de dominação do Rei Herodes; hoje pelo desemparo, em famílias mal estruturadas, sem assistência  dos poderes constituídos. Muitas crianças, no mundo inteiro, não têm acesso à alimentação básica, a saúde e a educação. Ainda hoje se sucumbem, morrem na primeira infância, desamparadas por aqueles que teriam obrigação de protege-las e ampara-las.

O apóstolo Paulo, em sua carta aos Efésios, fala do reconhecimento da graça e do amor de Deus pelo nascimento de Jesus. A maior virtude do cristão seria ver a presença deste Menino das mais variadas formas, no meio de seu povo. Perceber a presença de Cristo nas coisas mais simples, no cotidiano, sem grandiosidade, sem modismos é a oportunidade de estar sempre em contato com a luz, e permitindo, que Ele, com seu brilho, possa conduzir os destinos da humanidade. Não haverá mundo sem Deus, não haverá esperança sem fraternidade e não haverá futuro sem o amor que Jesus veio ensinar a todos aqueles que acreditam n´Ele.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dalva Pereira Silva Soares

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