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…” Será que Cristo está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor a vós? Ou é no nome de Paulo que fostes batizados”? Cor 1,13

O apostolo Paulo pede aos cristãos de Corinto e, de todos os tempos, que não se esqueçam do compromisso que assumiram quando se dispuseram a seguir Jesus e a acolherem a Boa Nova da salvação. Membros da igreja, que é o Corpo de Cristo, não podem viver em meio a disputas, de conflitos e divisões. Devem anunciar, com a própria vida, o mundo novo de fraternidade, de amor, de comunhão e paz que o próprio Cristo veio propor.

Paulo chegou em Corinto por volta dos anos 50, em sua segunda viagem missionária.  Começou a trabalhar na casa de Priscila e Áquila, fabricantes de tendas, exemplos de fé e serviço na igreja que se iniciava. Aos sábados ele pregava na Sinagoga. Assim nasceu a comunidade cristã de Corinto. No entanto, os líderes da comunidade judaica reprovavam o testemunho que Paulo dava sobre Jesus e o expulsaram da Sinagoga. Ele decidiu, então, dedicar-se á evangelização dos pagãos, aqueles que acreditavam em vários deuses, ou seja, aqueles que, apesar da boa fé, estavam seguindo por caminhos errados. Os judeus, no entanto, o acusavam de subversivo e com atividades contrárias às leis vigentes. Ele, então, deixa Corinto. No entanto continua em contato com a comunidade que ele tanto amava e se inteirava das dificuldades e problemas que os mesmos enfrentavam. Um tempo se passou e quando estava em Éfeso recebeu notícias preocupantes: após a  sua partida havia aparecido em Corinto um pregador cristão – Apolo – judeu de Alexandria, convertido ao cristianismo. Hábil pregador foi de grande valia para os cristãos na cidade. Sendo melhor orador que Paulo na transmissão da palavra, formaram-se partidos, torcidas para um e outro, embora Apolo não incentivasse essa divisão. Uns admiravam Paulo, outros Pedro, outros Apolo. Desta forma se multiplicavam as divisões, os conflitos, as discussões que deixavam feridas abertas na comunidade, e, o cristianismo corria o risco de deixar de ser seguimento de Jesus Cristo para se tornar uma proposta que dependia do poder de sedução dos mestres, que transmitiam suas próprias ideias e não o projeto do Reino de Deus. Paulo entende e quer transmitir que o centro da experiencia cristã é o próprio Cristo. É Ele e apenas Ele o único e verdadeiro mestre, é Ele e só Ele que está no centro da experiencia cristã e, é a Ele e apenas e Ele que todos devem escutar e seguir.

O anuncio do Evangelho não é um concurso de quem fala mais bonito. O escolhido para proclamar a palavra, a. Boa Nova da salvação, deve fazê-lo numa linguagem simples e de fácil entendimento, a fim de transmitir a essência da mensagem e não o seu perfil de pregador. Os cristãos daquela época e de todos os tempos são, portanto, intimados a não desviarem sua atenção para mestres em oratória, pessoas, em sua maioria, merecedoras de respeito e admiração, mas, humanas e falhas como tal. Devem se fixarem e redescobrirem o próprio Cristo, morto na cruz para dar vida a todos, como a essência da sua fé e do seu compromisso. Assim a comunidade será uma verdadeira família de irmãos, que recebe vida de Cristo e que vive em unidade e comunhão. O Cristão tem que se preocupar com a Palavra de Jesus. É com Ele e com sua proposta de vida que a experiencia de fé deve se construir.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dalva Pereira Silva Soares

 

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