A liturgia deste terceiro domingo da quaresma tem como tema central algo muito peculiar. As leituras nos fala de água, fala de sede, fala de purificação.
Na primeira leitura extraída do livro do Êxodo encontramos o relato onde o povo, sedento de água, ou seja, com muita sede naquele deserto, quente, calor e sem uma gota de água, o povo começa a impacientar-se com Moisés e diziam: “Por que nos fizeste sair do Egito?” Foi para nos fazer morrer de sede, a nós, nossos filhos e nosso gado? (Êxodo 17,3b). O texto mostra o momento em que Moisés se sente pressionado e sem saber direito o que fazer vai a Deus e clama por seu socorro e como deveria agir. Deus manda Moisés se adiantar, passar à frente do povo, pois o Senhor mesmo iria saciar a sede do povo. Mandou Deus que Moisés ferisse a pedra e que dela jorraria água para o povo, e assim se deu. Moisés fez o que o Senhor ordenou e de forma milagrosa saciou a sede do povo.
A água que jorra da pedra é a pré-figura de Cristo Jesus que na cruz do calvário deixa jorrar do seu peito, do seu coração, sangue e água que asperge toda a humanidade saciando-a da sede da graça batismal que nos faz filhos de Deus.
Hoje, toda a humanidade continua a ter sede de Deus, sede da graça do céu. O salmista nos chama a ouvirmos a voz de Deus, não fecharmos o coração como fizeram no deserto, mas que abramo-nos os corações para o que Deus quer fazer em nós através de seu Filho Jesus. São Paulo na segunda leitura nos fala que Cristo morreu por nós para nos salvar do pecado, morreu para nos dar vida.
No Evangelho Jesus, encontra com a Samaritana e dá a ela a graça de se encontrar com ele, onde ela faz a experiência de salvação onde se dá a conhecer revelando a ela como fonte de água viva. Hoje, Jesus quer que tenhamos com ele esta experiência do encontro pessoal, intimo com ele para saciar nossa sede e nos dar vida nova, água viva que jorra para sempre em nosso interior e nos faz canais da graça para os outros, assim seja. Amém!
Deus seja louvado!
Aloisio Neves