11º Domingo do Tempo Comum
O povo de Deus, ou seja, os israelitas, partindo de Rafidim, chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam. Israel armou aí suas tendas, defronte da montanha. Moisés então subiu ao encontro de Deus. O Senhor chamou-o do alto da montanha (Êx19,1-2). Este texto, extraído da primeira leitura da liturgia deste domingo nos mostra como Deus nos chama para subir a montanha, ou seja, subir, elevar, fazer a ascese para encontrá-lo e dele sermos instruídos para a vida de fé. O Senhor nos chama para desprendermo-nos das coisas baixas, dos barulhos, e subirmo-nos a até ele.
Em outro texto deste mesmo livro do Êxodo, Deus chama Moisés para subir, mas há algo muito importante que o texto diz que Deus é quem desce ao monte (Êx 34,4b-5). Ou seja, é Deus quem toma a iniciativa de vir até nós, de vir ao nosso encontro, ao encontro de cada um de nós.
No diálogo com Moisés, Deus o manda dizer ao povo que ele precisa recordar os seus feitos ao tira-lo da escravidão do Egito, conduzindo-o sobre asas de águia. É um grande ensinamento para nós para aprendermos fazer memória da nossa história, de tudo o que Deus fez conosco ao nos livrar do pecado e suas consequências.
Deus faz uma promessa de abençoar seu povo se o mesmo ouvir e guardar sua aliança e que assim, este povo será o povo escolhido, separado dos outros povos, um reino de sacerdote, uma nação santa (Êx 19,4-6). É para nós hoje esta promessa, precisamos aprender ouvir a Deus, guardar a aliança que ele fez conosco, somos a sua porção escolhida, somos de novo chamados à santidade.
É o mesmo que nos diz o salmo (Sl99). Nós somos o povo e o rebanho do Senhor, somos suas ovelhas tratadas com tanto amor e nós precisamos amá-lo e a ele servir, pois seu amor por nós é eterno.
São Paulo nos mostra na carta aos Romanos que Deus nos amou e nos ama tanto a ponto de nos dar seu próprio Filho para morrer no nosso lugar. A prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu pelos nossos pecados (Rm 5,8-9). Em Jesus somos reconciliados com Deus.
No evangelho, percebemos o amor e o carinho de Deus para conosco em Jesus Cristo que se compadece de nós, pois estávamos como ovelhas sem pastor. Ele é o nosso pastor, nos ama e nos capacita para também nós nos tornarmos pastores do seu rebanho, ou seja, devemos cuidar uns dos outros no amor, na assistência, no exercício da caridade, por isso, nos envia às pessoas como o fez com seus discípulos enviando-os em missão. Somos também enviados hoje para anunciar o Reino, curar os enfermos, ressuscitar os mortos, dar às pessoas um novo ânimo na caminhada de fé. Que assim seja, amém!
Deus seja louvado!
Aloísio Neves