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Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Palavra

A liturgia de hoje, neste 4º e último Domingo do Advento (24), nos lembra de que o senhor se aproxima. Lembra-nos que o filho de Deus, ao assumir a nossa humanidade, inicia a realização das profecias do Antigo Testamento e, que Ele seguirá à nossa frente, indicando o caminho da Salvação. Lembra-nos, também, que uma corajosa jovem de Nazaré, Maria, obediente ao chamado do Pai, nos trouxe o Filho de Deus, o Redentor da humanidade.

A primeira leitura tirada do livro de Samuel (2Sm 7,1-5.8-12.14.16) apresenta A Aliança de Deus com David e seus descendentes. Deus anuncia, pela boca do profeta Natã, que nunca abandonará o seu Povo nem desistirá de o conduzir pelos caminhos da história. A “promessa” de Deus irá se concretizar num descendente de David, através do qual Deus oferecerá ao seu Povo a estabilidade, a segurança e a paz.

Esta Aliança tornar-se-á, com o passar do tempo, um dos fundamentos da fé de Israel. Sobretudo em épocas de grandes privações, sofrimentos e de angústia, a Aliança de Deus com David será fonte de esperança, que ajudará o povo a enfrentar as provações da história. O Povo de Deus passará, então, a sonhar com um Messias, da descendência de David, que oferecerá um futuro de liberdade, de abundância, de fecundidade, de paz e de bem-estar sem fim.

segunda leitura da carta de Paulo aos Romanos (Rm 16,25-27) chama o projeto de salvação, preparado por Deus desde sempre, de “o mistério”; e garante que, em Jesus, esse projeto se manifestou e foi revelado a todos os povos, a fim de que a humanidade inteira integre a família de Deus.

No final da década de 50 a.C. multiplicavam-se os conflitos entre os cristãos oriundos do mundo judaico e os cristãos oriundos do mundo pagão. Uns e outros tinham visões diferentes da salvação e da forma de viver o compromisso com Jesus Cristo e com o seu Evangelho. Os cristãos de origem judaica consideravam que, além da fé em Jesus Cristo, era necessário cumprir a Lei vigente (nomeadamente a prática da circuncisão) para ter acesso à salvação; mas os cristãos de origem pagã recusavam-se a aceitar a obrigatoriedade das práticas judaicas. Era uma questão que ameaçava a unidade da Igreja. Este problema também era sentido pela comunidade cristã de Roma.

Diante disso Paulo vai mostrar a todos os cristãos daquela época e a todos nós, em dias atuais, que, todos somos, de igual forma, chamados por Deus à salvação. Para isso devemos estar preparados, com o coração sincero e puro para recebermos a oferta de salvação que Ele faz a todos, por Jesus Cristo.

Evangelho se refere ao momento em que Jesus encarna na história dos homens, a fim de lhes trazer a salvação e a vida definitivas e mostra como a concretização do projeto de Deus só é possível quando os homens e as mulheres que Ele chama estão disponíveis para dizer “sim”, acolher Jesus e apresentá-Lo ao mundo.

Lucas narra para nós o Nascimento de Jesus, que é o acontecimento mais importante da história.

O anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Então o anjo anuncia a Maria que ela foi escolhida por Deus para ser a mãe do Redentor do mundo e informa como isso se dará: “O Espirito Santo descerá sobre ti e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”

Maria, movida pela fé que sempre a conduziu, em nenhum momento teve medo diante de tanta responsabilidade e se colocou à disposição do Projeto de Deus, sem hesitar.

A promessa foi cumprida, o salvador do mundo vai chegar. A esperança reina em nossas vidas. Como viver a partir de agora?

  • Agindo como Maria, não tendo medo. O medo paralisa nossa capacidade de reagirmos e buscarmos nossa libertação. Em nossa comunidade, quais medos precisamos vencer, para, como Maria, nos colocarmos a serviço de Deus?
  • Vivendo uma forte experiência com o Deus do Êxodo, presença salvadora no meio do povo. Da mesma forma como no passado a nuvem de Deus projetara sombra sobre o seu povo na caminhada pelo deserto, em direção à terra da liberdade, assim “o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lucas 1,35). O que nos impede de nos deixar envolver pela nuvem de Deus, para que nos transfigure, revelando em nosso ser, como em Maria, a presença do Salvador?
  • Acreditando, principalmente, que é possível a ação divina em nós. É o que Isabel diz em parte de seu diálogo com Maria; “Feliz aquela que acreditou” e nos colocarmos á serviço: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”, conforme responde Maria á Anunciação do Anjo Gabriel.

Vamos, portanto, no dia de hoje, quando vivemos a esperança da chegada do Cristo Salvador, pedir a Deus, que se revelou ao mundo na fragilidade e na ternura de uma criança, que nos ajude e nos ensine a abrir nossos corações á sua graça e transforme nossa vida, baseado no amor que ele permanentemente demonstra por nós todos nós.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Texto: Dalva Pereira Silva Soares

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