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Ele Está no meio de nós!

A liturgia da palavra nesse Domingo de Páscoa (31) nos oferece três leituras do Evangelho. Pela Manhã Jo 20,1-9, pode-se repetir o evangelho da vigília Mt 28,1-10, nas missas vespertina Lc 24,13 35. Todas essas leituras mostram com riqueza de detalhes a ressurreição do Senhor.

Aquele que na sexta-feira da Paixão vimos macerado pelo sofrimento, envolto em sangue, tomado pelas dores da morte. Aquele que velamos respeitosamente no silêncio da morte no Sábado, agora proclamamo-Lo Ressuscitado, Vivo, Vitorioso!

Hoje pela manhã, “quando ainda estava escuro”, (J 20,1b) ou seja, quando ainda não se tinha a clareza do acontecimento, quando faltava a luz da fé para compreender a ressureição, Maria Madalena foi ao túmulo e encontrou-o aberto e vazio! Ela correra apavorada: foi contar a Simão Pedro. Ele foi também ao túmulo com o outro discípulo, aquele que Jesus amava: viram as faixas de linho no chão… O túmulo estava vazio! O que acontecera? Roubaram o corpo? Os judeus levaram-no? Que houve? Que ocorrera? Tinham mais perguntas do que respostas.

Maria Madalena viu a pedra removida da entrada do túmulo, mas se recusou a entrar, porque foi ao encontro do amor de sua vida, do homem que tinha mudado a sua história, recusa a ver e compreender os sinais do Cristo Ressuscitado. Mais tarde ela o confunde com um jardineiro, mas o reconhece quando ele pronuncia seu nome! Maria compreende que o ressuscitado transcende nossa ideias, as imagem que fazemos dele.

Pedro e João entraram e observaram os sinais deixado pelo ressuscitado: “Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que cobria a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas dobrados e colocados de lado”. (João 20,6-7) O versículo 8 conclui essa cena dizendo a respeito da observação do discípulo amado: “ele viu e acreditou”.

O discípulo amado viu os sinais da Páscoa judaica, que o ajuda na compreensão do mistério de Cristo, sua morte e ressureição. Na Páscoa judaica o mordomo ficava observando a atitude do dono da casa, que presidia a ceia pascal. Entre os objetos que ficavam sobre a mesa para se comer a Páscoa, ficava um lençol, que de chama sudário, que era para enxugar o suor, produzido pelas glândulas sudoríparas, por causa do excesso de calor. Se por algum motivo o dono da casa tivesse que sair da mesa, ele enxugava o suor, se ele fosse voltar para a mesa, ele dobrava o sudário e o colocava a parte, se ele não fosse voltar, ele embolava e deixava sobre a mesa. O sudário de Jesus estava dobrado e colocado de lado, isso indicava, ele vai voltar! Aleluia, Jesus é o vencedor da morte. Jesus ressuscitado é o dia eterno de Deus, é o Sol maior que rompeu as treva da Morte e não conhece mais o acaso.

Na tarde desse mesmo domingo dois outros discípulos estavam voltando para Emaús, sem esperança nenhuma: voltavam para sua vida de cada dia… estavam deixando a Comunidade dos discípulos, a Igreja que ia nascer: Jesus morrera, tudo acabara, a esperança fora embora… Mas, um Desconhecido começou a caminhar com eles, e lhes falava sobre tudo quanto a Escritura havia predito a respeito do Messias: sua pregação, suas dores, sua derrota, sua morte, sua vitória final… E o coração daqueles dois começou a encher-se de nova esperança, a arder de alegria! Eles, agora, começavam a compreender: tudo quanto havia acontecido com Jesus.

O mais impressionante, foi quando o até então desconhecido senta a mesa com eles. O Desconhecido tomou a iniciativa da ceia, não esperou o dono da casa: pegou o pão e deu graças, partiu-o e serviu a eles! Coisa impressionante, os olhos daqueles dois se abriram, e eles o reconheceram que era Jesus! Jesus estava vivo! Jesus reconhecido nas Escrituras e no partir o pão! Como acontece em cada Eucaristia! Os dois voltaram, imediatamente a Jerusalém e, lá, a alegria foi maior ainda: os apóstolos confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão Pedro!”

Caros irmãos, por esta fé nós vivemos, por esta fé somos cristãos, por esta fé empenhamos a vida toda! Neste Dia santíssimo, Jesus entrou na glória do Pai. Nós continuamos aqui; ele já não mais está preso a dia algum, a tempo algum, a limitação alguma: ele entrou na eternidade de Deus, na plenitude do seu Deus e Pai! Irmãos, escutai: a Morte, hoje, foi vencida! Jesus abriu o caminho, Jesus atravessou o tenebroso e doloroso mar da Morte, Jesus entrou no Pai! Jesus “passou”, fez sua Páscoa!

Ele é a certeza de nossa Páscoa, Feliz e Santa Páscoa para você!

Texto: Vitório Evangelista

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