“Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo.” (Mt 13,35)
Como na liturgia da semana passada, quando Jesus contou a parábola do semeador, neste domingo Ele conta três parábolas: a do trigo e do joio, a da semente de mostarda e a do fermento.
Jesus sempre usa as parábolas para transmitir algum ensinamento, mas nem todos compreendem a mensagem. Nem mesmo os discípulos compreenderam de imediato.
O interessante é que os discípulos de Jesus, sempre que não entendiam, perguntavam o significado das parábolas. E Jesus as explicava para eles, porque era necessário que entendessem.
Na explicação, Jesus diz que o trigo representa o bem e o joio representa o mal. Muitas vezes, eles crescem juntos. O bem e o mal estão presentes no mundo.
Quem semeia a boa semente é Jesus, o Filho de Deus. Quem semeia o joio é o inimigo, o diabo. O campo que recebe as sementes é o mundo. As boas sementes são os que pertencem ao Reino; o joio são os que pertencem ao maligno.
A colheita representa o fim dos tempos, e os ceifeiros são os anjos. Eles ajuntarão o joio, o amarrarão e o lançarão ao fogo.
Jesus, por meio das parábolas, nos mostra qual caminho devemos seguir e o que vamos fazer com as nossas vidas.
Somos chamados a ser trigo, a ser boa semente, como a semente de mostarda que, embora seja pequena, torna-se uma grande árvore, onde até os passarinhos fazem seus ninhos.
Com as parábolas, Jesus nos revela coisas escondidas e nos mostra o caminho para o seu Reino.
Como diz uma música antiga, cujo nome é “Se Jesus Peneirar”:
“Não quero ser joio, Senhor; quero ser teu trigo de amor, semear a fé, a esperança, o amor e a salvação.”
Neste mundo existem o trigo e o joio, o bem e o mal, a morte e a vida, a luz e as trevas, a porta estreita e a porta larga. Temos que estar atentos, porque, quando Jesus peneirar, precisamos estar ao lado d’Ele. Não podemos ser joio para ser queimado; temos que ser trigo de amor.
Jesus disse que não se deveria arrancar o joio antes do tempo, para que não se arrancasse também o trigo. Era preciso deixar ambos crescerem juntos para, depois, fazer a separação e queimar aquilo que não é verdadeiro.
Não podemos viver de aparências. Temos que buscar o Senhor enquanto Ele se deixa encontrar.
Na primeira leitura, o livro da Sabedoria mostra que Deus governa com poder. Nosso Deus é poderoso e justo; Ele julga com clemência e paciência e nos governa com grande consideração (Sb 12,13.16-19).
Na segunda leitura, São Paulo diz que o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois não sabemos o que pedir nem como pedir. Que maravilha é o cuidado de Deus para conosco! Ele está sempre cuidando de nós.
Temos que estar atentos, buscar fazer o bem, ser do bem, ser de Deus e ser totalmente de Jesus. Também somos chamados a ser fermento neste mundo, para que o Reino de Deus cresça cada vez mais. Que haja no mundo menos joio. Temos que tirar do nosso meio todo joio e dar lugar, em nossas vidas, para Deus.
Precisamos ser terreno fértil para que a semente produza bons frutos, porque o nosso Deus é bom, clemente e fiel. Não há outro Deus além d’Ele. É Ele quem cuida de todas as coisas.
Que o bondoso Deus possa continuar nos abençoando ricamente.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dario Rossine