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Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor

Nesse domingo (31), sétimo dia da oitava de Natal, como os pastores, nos encontramos com o menino que nos foi dado, que nasceu para nós, deitado na manjedoura de Belém e na companhia de José e de Maria. Afinal, ainda é Natal e nessa oitava celebramos o dia que o sol de Deus iluminou nosso mundo.

Neste domingo dentro da Oitava do Santo Natal, a Igreja contempla o mistério da Sagrada Família de Nazaré. Mistério, sim! Vejamos senão: o Filho eterno, ao assumir nossa condição humana, encarnou-Se e nasceu, viveu e cresceu no seio de uma família humana.

Para a fé cristã, este fato é de grande relevância, pois o Verbo de Deus, ao assumir a família humana e nela se humanizar, nosso salvador santificou a família humana.

No evangelho da liturgia desse domingo, Jesus nos mostra de vária maneiras porque a família é sagrada: “Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor”. (Lc 2,22b) Esse versículo é cheio de significado. Primeiro, ele nos mostra que a família é santificada pelo sacramento do matrimônio, no qual o marido e a esposa recebem a graça de viverem como sinal da aliança de amor entre o Cristo-Esposo e a Igreja-Esposa.

Vivemos hoje na sociedade um verdadeiro bombardeio ideológico contra a família e o sacramento do matrimônio. Diante disso, não custa lembrar aqui a recente declaração do Dicastério romano que reafirmou a doutrina de sempre da Igreja, dizendo que o matrimônio é a: “união exclusiva, estável e indissolúvel entre um homem e uma mulher, naturalmente aberta à geração de filhos”.

Deus pensou no ser humano nascendo e sendo formado no seio de uma família estável, aconchegante e amorosa. Família constituída por um homem e uma mulher gerando e educando filhos no amor!

Devemos trabalhar para alcançar esse objetivo. Costumo dizer que a família é uma terra prometida por Deus, mas tanto esposos como filhos devem trabalhar para fazê-la gerar leite e mel. Isso é possível de acontecer, pois foi definitivamente abençoada e levada a plena sacralidade pelo Filho Eterno quando, fazendo-Se homem, santificou e consagrou a vida familiar.

Podemos também afirmar que a Sagrada Família de Nazaré é o embrião da Igreja. Tendo como cabeça o Filho de Deus e como membros, a Virgem Maria, concebida sem pecado, e São José, a quem Deus deu-lhe o dom da impecabilidade, chamando de homem justo.

Portanto, a Sagrada Família de Nazaré é modelo para nossas comunidades. O Evangelho, mostra Maria e José apresentando Jesus no templo, para ser consagrado a Deus. Repetimos esse gesto, no sacramento do Batismo, quando pedimos a Igreja esse sacramento para nossos filhos. Acontece que esse gesto que fazemos na igreja, precisa ser estendido para dentro de nossas casas. Nós pais precisamos ser dentro de nossas casas, os primeiros catequistas, mas não basta repassar a doutrina com palavras, é preciso passar sobretudo com a vivência. Além de sermos mestres, nós pais, precisamos ser fundamentalmente testemunha do amor de Deus para nossos filhos.

Nessa festa da Sagrada Família, peçamos a Deus a graça de vivermos como família querida por Ele, nesse tempo de grandes desafios que vivemos. Que nossa família e nossas comunidade sejam reflexos da Sagrada Família de Nazaré.

Texto: Vitório Evangelista

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