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Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!

Nesse terceiro domingo da Quaresma (03), o Evangelista João nos coloca no templo de Jerusalém. O templo de Jerusalém era um lugar belo, uma construção imponente, motivo de muito orgulho para os judeus do tempo de Jesus.

Não era mais o templo construído por Salomão, esse foi destruído no início do exilio das Babilônia, nem mesmo o reconstruído por Esdras no fim do exilio. O templo da época de Jesus, foi construído por Herodes, o grande.

Vamos ver quando Jesus chegou ao templo, como ele o encontrou e como ele agiu:

Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” (Jo 2,13-16)

Jesus chega quando se aproxima a festa da Páscoa, nessa época Jerusalém fervilhava de gente, e sem dúvida o templo com sua liturgia era o que atraia os visitantes. Por isso o grande movimento de vendedores de animais e cambistas chamam a atenção de Jesus. Ao pegar no chicote e expulsar os vendedores e cambistas, Jesus manifesta sua indignação com a situação que se tinha chegado o templo. Ele havia perdido sua finalidade, a casa de oração tinha se transformado num centro de compras.

O evangelista Marcos, mostra um Jesus mais enérgico, para Marcos, Jesus não só expulsa os vendedores e cambista, mas “virou as mesas e as cadeiras dos que vendiam pombas, e não permitia que ninguém carregasse objetos através do Templo. E ensinava dizendo: não está escrito, minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”? (Mc 11,15b-17a) e ele ainda acrescenta: “vós fizeste dela um covil de ladrões”. (Mc 11.17b)

A atitude dos líderes religiosos de Israel, dos frequentadores do Templo, tinha mudado a finalidade do mesmo. Eles haviam roubado a glória de Deus. O Templo que havia sido construído, como uma cópia do que Moises tinha visto no céu, tinha se transformado no reflexo do coração endurecido do povo.

Vale aqui uma pequena reflexão: nesse período de Quaresma, eu tenho observado muito os espaços celebrativos, ou seja, nossa igreja, das mais simples, as mais belas e ricas. Todas são bem ornamentadas para esse tempo litúrgico que estamos vivendo. A gente entra, olha para o altar, para as imagens, e tudo é um convite a conversão, a penitência. Aí fico me perguntando, meu coração, a minha alma, que é Templo de Deus, morado do Espírito Santo, reflete a beleza e a organização do espaço celebrativo? Ou aqui dentro de mim, Jesus precisa pegar o chicote, expulsar os vendedores e cambistas, virar mesas e cadeiras. Tenho transformado meu castelo interior, numa casa de oração, ou num covil de ladrões?

Aproveitemos essa Quaresma, para purificar nosso Templo interior, com o Sacramento da confissão, combatendo pelo Jejum, esmola e oração, nossos vícios e deixemos crescer as virtudes que nos auxiliam no caminho da santidade.

Texto: Vitório Evangelista

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