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Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do universo

“Vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo” (Mt 25,34)

A Igreja celebra hoje no último domingo, 26, do seu ano litúrgico a festa de Cristo Rei o Universo. Como vem acontecendo já alguns domingos, temos no evangelho mais um texto escatológico, por sinal esse o último do evangelho escrito por Mateus.

Desde o início o texto deixa bem claro que Jesus fala de sua vinda gloriosa para julgar o mundo. Lembra da parábola do joio e do trigo? Quando os servidores do pai de família queriam arrancar o joio do meio do trigo? E o pai de família os orientou dizendo: “Não, disse ele, arrancando o joio, arriscai também a tirar o trigo” (Mt 13,29). Agora a seara já está madura e a hora que dá para distinguir com clareza o joio do trigo.

No evangelho da liturgia de hoje, Jesus usa outra comparação: “Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas a sua direita e os cabritos a sua esquerda” (Mt 25,32-33). Assim ele inicia a construção dessa belíssima parábola.

Embora que, para muitos, uma referência sobre a vida no campo possa não parecer tão clara, devido ao estilo de vida urbano na atualidade, nos tempos de Jesus essas referências eram facilmente entendidas.

É comum em muitos rebanhos que os cabritos fiquem junto com as ovelhas no mesmo espaço de pastagem. Porém, ao cair da noite, com o chamado do pastor do rebanho, as ovelhas prontamente lhe obedecem. Na parábola do bom pastor, Jesus afirma que as ovelhas “ouvem” a voz do pastor, ele ainda diz “as ovelhas seguem-no, pois conhecem a voz do pastor”. (Jo 10,4b) Mas curiosamente os cabritos ignoram a sua voz. Outro fato importante é que as ovelhas valem mais do que os cabritos, sua produção de lã proporciona maiores resultados ao pastor.

É sob esse conceito, que Jesus insere essa comparação na parábola. A lã branca das ovelhas pode ser destacada como símbolo da pureza de coração, da justiça e das boas obras; ao contrário da pelagem malhada e manchada dos cabritos. Desde o Antigo Testamento a figura do cabrito é utilizada para se referir ao injusto, a conduta de pecado ou o mal. As ovelhas simbolizam os justos, os que seguem o Salvador, com mansidão e obediência. Já os cabritos simbolizam os injustos, com seu comportamento inconsequente, desobediente e egoísta.

Na parábola do Juiz final, não se destaca as qualidades de Jesus como bom pastor, a comparação de ovelhas e cabritos e para distinguir o justo do injusto. Nessa parábola ele é o Rei, que vira na sua glória e colocara os justos a sua direita e os injustos a sua esquerda. No evangelho Jesus afirma: “pelos frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura uvas de espinhos e figo de abrolhos? Toda árvore boa da bons frutos; toda árvore má dá maus frutos”. (Mt 7,16-17)

Por isso Jesus dirá aos que tiverem a sua direita: “vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim”. (Mt 25,35-36) A caridade é tão despretensiosa, tão despojada de glamour, ela é tão inerente ao discípulo de Jesus, que ele nem percebe que age na caridade, por isso perguntam a Jesus: “Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos? Quando foi que te vimos enfermo e na prisão e fomos te visitar”? é o próprio Rei Jesus que os recorda a caridade feita: “Todas as vezes que fizestes isto a um desses meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que fizestes” (Mt 25,40)

No dia do Juízo final o Rei Jesus, não irá abri os nossos relatórios de atividade, para contar, quantos rosário rezamos, ou quantas vezes comungamos, quantas horas de adoração a ele dispensamos, mas a caridade que dispensamos aos irmãos mais pequeninos. Contemplar Jesus na oração e não contemplar no irmão, sobretudo nos mais pobres, comungar Jesus na Eucaristia e não comungar a vida dos irmãos mais sofridos é um grande erro de estratégia no seguimento a Jesus. Foi por causa disso que ele disse aos que estavam a sua esquerda: “Retirai-vos de mim malditos! Ide para o fogo eterno, destinado ao demônio e aos seus anjos”. (Mt 25, 41-42)

Disse Jesus que o Reino de Deus está no meio de nós, portanto, entremos nele pela porta da fé e da caridade.

Texto: Vitório Evangelista

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